REUNIÃO DISCUTE ESTRATÉGIAS DE AÇÕES PARA CAMPANHA SALARIAL EPAGRI E CIDASC : ACRACOM

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09/06/2016 | Santa Catarina

REUNIÃO DISCUTE ESTRATÉGIAS DE AÇÕES PARA CAMPANHA SALARIAL EPAGRI E CIDASC

Os desafios de se pensar estratégias para uma negociação coletiva vão muito além de apenas discutir as experiências e propostas de cada categoria. É preciso deixar de lado caprichos pessoais, egocentrismos e esquecer um pouco o próprio umbigo para pensar o coletivo.

Partindo-se do princípio que é necessário primeiro saber ouvir, acessar novos conhecimentos, comparativos, pensando-se através de análises de conjunturas sobre a situação do que acontece em âmbito nacional, estadual e até internacional, para se compreender com clareza, que de alguma forma ou de outra, tudo que acontece em uma mesa de negociação está entrelaçado a essas conjunturas.

Pensando nisso, o Sindaspi/SC recebeu nesta quarta-feira, 8 de junho,   a Dra. em Educação e mestra em economia, Samya Campana,  do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que possui referência nacional para discutir conjunturas politicas e econômicas e em negociações salariais.

Em Santa Catarina, o governo alega a Lei de Responsabilidade Fiscal como um dos motivos para não conceder reajustes aos salários. Mas, é de conhecimento que o Conselho de Política Financeira do governo não somente pode como DEVERIA projetar em seu orçamento pelo menos o reajuste da inflação conforme o INPC para assim, garantir que os trabalhadores não tenham seus salários ainda mais defasados. A mobilização e o Estado de Greve dos trabalhadores da Casan garantiram, em duas semanas, a revisão da proposta inicial da empresa de 5% para 9,83% de reposição salarial.

Infelizmente, a política neoliberal do governo catarinense, segue os padrões de redução salarial, terceirização dos serviços, numa busca incessante de precarizar os serviços e destruir com as empresas públicas. No caso da Epagri, por exemplo, nos últimos anos, o quadro de funcionários reduziu em quase 30%, os gastos com funcionários reduziram muito, porém a  empresa continua prestando os mesmos serviços à sociedade, às custas da exploração da força de trabalho destes servidores.

O Sindaspi/SC está fazendo, juntamente com o Dieese, o levantamento de diversos dados sobre as empresas e o estado de Santa Catarina, que serão repassados para categoria em breve, buscando também resgatar a história de lutas destes trabalhadores ao longo dos anos, mostrando que nada veio de graça. São anos de políticas neoliberais e o trabalhador precisa compreender que o sindicato sozinho não tem poder, pois o sindicato é a união dos trabalhadores, e somente  unidos e mobilizados conseguiremos mudar  o rumo desta “não” negociação imposta pelo Governo Colombo. O trabalhador precisa se mobilizar e mostrar sua força!  O sindicato é cada um de nós!

Participaram da reunião, dirigentes dos sindicatos SAESC, Seagro/SC, Sintagri/SC, Sindizoot/SC e Sindquímica/SC.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindaspi/SC - Jornalista Cristiane Mohr