JUSTIÇA REMOVE ILEGALIDADE DA GREVE E PROPÕE ABERTURA DE NEGOCIAÇÃO : ACRACOM

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13/04/2021 | Santa Catarina

JUSTIÇA REMOVE ILEGALIDADE DA GREVE E PROPÕE ABERTURA DE NEGOCIAÇÃO

Na audiência – da qual nem o secretário Maurício (educação), nem o secretário Paraná (saúde), nem o Secretário de Administração Ronaldo Freire e nem o Secretário da Casa Civil Everson Mendes participaram – o procurador geral do município Rafael Poletto dos Santos voltou a criminalizar o Sintrasem, chegando a sugerir a prisão de seus dirigentes.

Não conseguiu. O desembargador manteve sua decisão, determinando que a Prefeitura entregue à Justiça os Planos de Contingência (Plancons) de todas as unidades de educação; e que sejam entregues também as decisões tomadas pelos conselhos escolares.

Segundo Fontana, trata-se de uma atitude "até juvenil" por parte da PMF de reiniciar as aulas em lugares em que não há condições para o retorno.

Por isso determinou também que os conselhos escolares, que ainda não se posicionaram, se reúnam em até 72 horas e detalhem quais partes dos Plancons não estão sendo cumpridas. Os conselhos escolares que já enviaram posição para o sindicato não precisam refazer a reunião.

A próxima audiência será na segunda-feira (19/4), a qual o prefeito Gean e o secretário Maurício foram convidados a comparecer pelo desembargador. "Se o município não quiser comparecer, é ônus seu", concluiu o desembargador Fontana.
 

MESA DE NEGOCIAÇÃO JÁ!

A prefeitura segue intransigente em não negociar com a categoria em greve. Através de seu procurador, o governo Gean insistiu na ilegalidade do movimento, afirmando que não vai abrir mesa de negociação.

Mesmo diante da revogação da ilegalidade da greve, a prefeitura exige, de forma hipócrita, que o movimento seja encerrado para começar a negociar. Já conhecemos o jogo de Gean Loureiro e sabemos o que está por trás disso.

A PMF age com truculência pois sabe que, hoje, não consegue cumprir os Plancons aprovados por cada unidade. Não há nenhuma garantia de que os trabalhadores e os estudantes estão seguros no ambiente escolar.

Não há nenhum controle da pandemia em Florianópolis. Não há um plano de vacinação concreto para acelerar o processo de imunização da população. Os EPIs fornecidos são insuficientes e ineficientes.

Sem negociação, a greve não termina. Não é com insinuações criminosas e anti-sindicais como as feitas na audiência de hoje que o movimento vai se encerrar. Precisamos de garantias de que não estamos sendo jogados em um ambiente de grave risco.

Gean: abra uma mesa imediatamente para tratarmos da única pauta que a greve dos trabalhadores tem: a defesa da vida!

Na reunião, algumas propostas surgiram diante do cenário em discussão e somente uma mesa de negociação pode aprofundar as questões levantadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário.
 

PELO RETORNO COM SEGURANÇA!

Ao contrário do que foi dito em alguns momentos da audiência, a categoria não quer "uma lista enorme de coisas", nem permanecer em teletrabalho pra sempre.

Queremos retornar ao trabalho presencial, mas com segurança. Não podemos aceitar a retomada presencial de forma improvisada, que coloque em risco as vidas dos trabalhadores, dos estudantes e das famílias.

Seguimos em luta!

fonte: Sintrasem