Em ato, lideranças entregam carta ao Governador de SC em defesa do serviço público : ACRACOM

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11/12/2020 | Santa Catarina

Em ato, lideranças entregam carta ao Governador de SC em defesa do serviço público

Para marcar o dia nacional de luta em defesa do serviço público, representantes dos movimentos sindical e social realizaram um ato simbólico em Florianópolis na manhã desta quinta-feira, 10 de dezembro. As lideranças se reuniram em frente ao Centro Administrativo do Governo do Estado com faixas contra a Reforma Administrativa, em defesa do serviço público e pelo fim do Governo Bolsonaro.

Na mobilização, foi entregue uma carta, assinada por 57 entidades, destinada ao Governador de SC, Carlos Moisés, reforçando a importância de fortalecer os serviços públicos e cobrando medidas para conter o avanço da pandemia. Como o governador estava em agenda externa, a carta foi entregue a uma representante do governo.

 O ato seguiu os protocolos de segurança recomendados pelas organizações de saúde, com distanciamento entre as pessoas, uso de máscaras e álcool em gel.

 

Leia a carta completa que foi entregue ao governador: 

Sr. Governador,

A classe trabalhadora em todas suas esferas, ramos e setores do Estado de Santa Catarina está unida para garantir não só a manutenção de seus direitos, mas também com muita disposição para lutar contra a política de arrocho que vem sendo aplicada desde o governo federal até estados e municípios.

Nosso Estado segue abandonado e sem um projeto político concreto para melhorar as condições de vida da população catarinense. E, neste momento de agravamento da pandemia, é fundamental que a principal tarefa do seu governo seja a de preservar a vida dos catarinenses.

Os atuais números da pandemia em Santa Catarina são os piores registrados desde março deste ano, quando foram adotadas uma série de medidas restritivas através do decreto 515/2020 de 17 de março, a fim de manter o isolamento e o distanciamento social de forma eficaz. Faz-se necessário, urgentemente, retomá-las. Para isso é preciso manter os serviços essenciais com toda a proteção aos trabalhadores e programas de renda social. Sem renda, a população mais pobre fica exposta ao vírus que rapidamente se espalha pelo território.

Santa Catarina está com 32.278 casos ativos da doença.  É o maior volume em toda a pandemia. São 47 novas mortes nas últimas 24 horas, e 8.201 novos casos, chegando a 3.809 óbitos no acumulado desde março. O número de internados em UTIs públicas e privadas é o maior desde o início da pandemia. Isso expõe o descaso com o qual a Saúde Pública do estado vem sendo conduzida neste período.

Fica evidente que a prioridade deve ser a vida das pessoas. Sem vidas não haverá trabalho. Fica também evidente outro fator fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade justa e igualitária: o investimento e fortalecimento do setor público.

O setor público é a única porta de acesso de milhões de catarinenses a vários serviços como a Saúde, Educação e Assistência Social.

No entanto, existe uma leitura equivocada de que tudo que é público não presta. Essa narrativa ganha força com o governo Bolsonaro, sobretudo pela política econômica de Paulo Guedes, na qual a prioridade é precarizar e privatizar tudo, como o próprio já manifestou. Isso se agrava se considerarmos que os argumentos se fundamentam em mentiras. Mente-se deliberadamente à população. E isso ocorre das mais variadas maneiras, desde pronunciamentos oficiais à memes anônimos. Se faz necessário um combate sério deste governo junto ao Poder Judiciário às redes de fake news que desinformam, disseminam ódio e colocam em risco a vida dos catarinenses.

A verdade é que existe um processo contínuo de precarização dos serviços públicos, passando pela não manutenção dos espaços físicos, não reposição das milhares de vagas em aberto, terceirização de serviços, falta de condições mínimas de trabalho para quem está na ativa e não recomposição dos salários, diminuindo o poder de compra destes trabalhadores e trabalhadoras.

 

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fonte: CUT-SC